BEM-ESTAR

O medo que ronda o câncer

Câncer é a doença mais temida pelos brasileiros

Para oncologista, medo se deve à falta de informação; até 90% dos casos diagnosticados precocemente têm cura
câncer
Crédito: Tony Winston/Agência Brasília

O câncer é a doença mais temida pelos brasileiros: 65% dizem que ela é a sua principal preocupação. O percentual é três vezes maior do que os 21% que afirmam temer as doenças cardiovasculares – apesar de essas estarem entre as principais causas de mortes do país. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Instituto DataFolha a pedido do laboratório farmacêutico Abbvie. O levantamento foi feito com 2.026 pessoas de 133 municípios em agosto passado.

“Apesar das campanhas e dos alertas, ainda persiste aquele estigma do passado sobre o câncer. Boa parte das pessoas acredita que o câncer é uma sentença de morte. Por medo, não procuram a prevenção. Elas têm ainda aquela imagem sofrida do paciente sem cabelos, vomitando, e que hoje foi praticamente extinta”, diz o oncologista André Márcio Murad, professor adjunto da Faculdade de Medicina da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e diretor da clínica Personal Oncologia de Precisão e Personalizada, em Belo Horizonte. “Hoje temos medicamentos mais modernos, que previnem o vômito. A quimioterapia foi substituída pelas drogas inteligentes, alvo-moleculares, que atuam na mutação do DNA herdada ou adquirida com menos toxicidade”, explica. Continuar lendo “O medo que ronda o câncer”

VACINA

Caxumba

Tire suas dúvidas sobre a vacina contra a caxumba

Não se tem registro da cobertura vacinal de adolescentes no país
vacina contra caxumba
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O registro de casos de caxumba entre adolescentes e jovens adultos tem crescido em várias capitais e cidades do Brasil nos últimos dois anos. “É um número muito maior nos últimos anos, mas ainda menor do registrado antes da era vacinal”, explica Isabella Ballalai, presidente da SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações.

A vacina contra a caxumba (a tríplice viral, que também previne o sarampo e a rubéola) somente foi introduzida em 2003 na rede pública. Atualmente, os casos têm ocorrido entre adolescentes e jovens adultos. “Não se tem registro da cobertura vacinal nesse grupo. Muitos não receberam a tríplice viral, mas a dupla viral (contra sarampo e rubéola) na infância”, diz Isabella.  Continuar lendo “Caxumba”

BEM-ESTAR

Coração

Dê mais atenção à conversa com o seu cardiologista

Pacientes homens tendem a ser reservados e mulheres, prolixas
cardiologista
Crédito: Freerange

Você já parou para pensar que a sua conversa com o cardiologista pode ter reflexos – negativos ou positivos – no seu tratamento? É que os fatores de risco das doenças cardiovasculares estão diretamente ligados à hereditariedade e a hábitos de vida – diabetes, tabagismo, dieta, peso, colesterol. E, para ter um quadro geral do paciente, o médico, muitas vezes, precisa de informações muito pessoais. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, essa conversa pode ser diferente se o paciente, por exemplo, for homem ou mulher. Ele explica que, enquanto os homens se mostram, em geral, mais reservados nas consultas, as mulheres são mais prolixas.

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