DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Câncer de rim: a importância do diagnóstico precoce e as opções de tratamento

Campanha faz alerta sobre câncer de rim

Vídeo divulgado por instituto em São Paulo também informa sobre opções de tratamento mais modernos, ainda não disponíveis no SUS

O Instituto Vencer o Câncer, em São Paulo, lançou uma campanha nacional de conscientização sobre o câncer de rim. Esse tumor é um dos 10 tipos mais comuns de câncer e afeta, principalmente, os homens. O instituto está divulgando um vídeo para informar a população sobre os sintomas da doença, a importância do diagnóstico precoce e as opções de tratamento disponíveis.

“É importante conscientizar a população sobre esse tipo de câncer, para que dê mais atenção à sua saúde”, afirma o médico oncologista clínico Fabio Schutz, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer. O oncologista alerta que é preciso divulgar também as opções de tratamento já aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que ainda não são ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Schutz explica que o tumor de rim é um dos 10 tipos mais comuns de câncer. E um dos mais graves. Se diagnosticado em estágios iniciais, diz o oncologista, as chances de cura são elevadas (passando de 90%). Entretanto, se descoberto em estágios mais avançados (tumores muito volumosos e com invasão das veias dos rins ou dos linfonodos), essa chance de cura cai bastante. Mas ainda pode ser atingida. “Quando o câncer de rim tem metástase em outros órgãos (fígado, pulmão), a chance de cura é extremamente rara”, alerta.

Duas realidades

O oncologista diz que, atualmente, na maioria das cidades brasileiras, não há cobertura para os tratamentos mais modernos e eficazes no SUS. “Infelizmente, no SUS da maioria dos lugares, são usadas medicações bastante antigas e pouco eficazes”, lamenta.

Os tratamentos mais modernos incluem os inibidores de tirosina quinase do receptor do fator de crescimento do endotélio vascular. “Esse tratamento já está disponível desde 2005-2006 e, até o momento, é apenas coberto pelo SUS em algumas instituições e cidades com maior orçamento”, diz o oncologista.

Recentemente, foi aprovada uma nova opção de tratamento do câncer de rim. “É uma forma de imunoterapia que visa melhorar a ação do sistema imunológico do próprio paciente a lutar com os tumores no corpo”, explica o médico. Essas medicações não têm aprovação do governo federal para serem ofertadas pelo SUS. “Não imagino que estarão disponíveis no SUS tão cedo”, afirma Schutz.

O câncer de rim

O principal fator de risco modificável para o câncer de rim é o cigarro. Outros fatores de risco são as doenças crônicas dos rins e a obesidade.

O câncer de rim, na maioria dos casos iniciais, não apresenta sintomas. Entretanto, quando há sintomas, o mais comum é o sangramento na urina. Outros menos comuns e, muitas vezes, inespecíficos são dores nas regiões dos rins, perda de peso e indisposição.

O diagnóstico do câncer de rim é feito através de exames de imagem como a tomografia ou a ressonância. “Infelizmente, não há políticas de rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de rim”, afirma o oncologista. “O motivo é que existem outros cânceres mais frequentes, e o rastreamento com exames de imagem não é custo-efetivo”, lamenta.

Fonte: Fabio Schutz, médico oncologista clínico da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Ex-Research Fellow em Oncologia Geniturinária pelo Dana Farber Cancer Institute, Harvard Medical School em Boston. Integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer.

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