Depoimentos

Câncer infantil: o depoimento de uma mãe que luta há um ano contra a doença

“Aos 5 anos, Caroline apresentava sinais incomuns para a idade”

Garota com câncer infantil consegue superar momentos difíceis e, hoje, depende de acompanhamento para manter doença sob controle
Mari Diniz, 30
Mãe da Caroline, 6, que foi diagnosticada com câncer no córtex da suprarrenal no ano passado. Ela criou a campanha #todosjuntospelaCarol no Twitter (@MariDiniz086) para ajudar na continuidade do tratamento da filha.
câncer infantil
Crédito: Arquivo Pessoal/Mari Diniz

“Em outubro de 2006, quando eu tinha 19 anos, perdi minha mãe. Ela descobriu o câncer de mama quando eu estava com 11 anos. Retirou o seio e fez a quimioterapia em Belo Horizonte (MG). Nos meus 15 anos, o câncer dela voltou, dessa vez no estômago. Ela retirou parte do estômago e ficou livre. Eu tinha 19 anos quando minha mãe descobriu uma recidiva agressiva que acometeu o pâncreas dela. Ela morreu três meses após a minha formatura no ensino médio.

Meu mundo caiu. Eu me senti sem chão. Uma dor horrível, sem explicação. Fiquei deprimida, desestruturada.Recebia muito apoio do meu pai e dos meus quatro irmãos – somos três mulheres e um homem. Mas não era o mesmo apoio da minha mãe. Continuar lendo “Câncer infantil: o depoimento de uma mãe que luta há um ano contra a doença”

Depoimentos

Angioedema hereditário: uma longa caminhada até o diagnóstico

“Meu diagnóstico de angioedema demorou 24 anos”

“Foi quando minha filha mais velha foi diagnosticada e quando também se descobriu que minha mãe tinha a doença”
Vivian Bianchi, 34
Mestranda em ciência e tecnologia das radiações no CDTN/CNEN, em Belo Horizonte, dedica-se integralmente às pesquisas.
Foi diagnosticada com angioedema hereditário em dezembro passado.
angioedema hereditário
Crédito: Arquivo Pessoal/Vivian Bianchi

“A longa caminhada até o recente diagnóstico de angioedema hereditário (AEH) durou 24 anos. Tenho cinco irmãos, inclusive uma irmã gêmea, mas, entre nós, apenas eu tenho o diagnóstico de angioedema. Acreditamos que uma tia (irmã da minha mãe) tenha falecido por causa disso.

O diagnóstico da família inteira – meu, da minha filha mais velha, Anna Luiza, e da minha mãe – só se deu após a internação da Anna Luiza, em dezembro do ano passado. Até então, as crises da minha mãe eram tratadas como alergia. Já eu fazia tratamento com corticoides, devido à suspeita de lúpus. Continuar lendo “Angioedema hereditário: uma longa caminhada até o diagnóstico”

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Paralisia facial: um depoimento de quem luta por tratamento

“Não tenho o sorriso. De boca. Porque o de alma ninguém me tira.”

Nós, os chamados “sequelados” ou reincidentes da doença, temos que contar com nossa fé
Adriana Bello, 50
Foi produtora e figurinista durante 23 anos. Agora produz artesanato.
Foi diagnosticada com síndrome de Bell, uma paralisia facial, em 2014 e, há 5 meses, teve uma reincidência
Página no Facebook: Uma Campanha Para O Tratamento De Sindrome De Bell Uma Paralisia Facial.
paralisia facial
Crédito: Arquivo Pessoal/Adriana Bello

“Em um domingo de 2014, eu estava em casa quando, de repente, senti uma fisgada muito forte atrás do ouvido. Era uma dor desconhecida. Tomei um analgésico e fui dormir. Mas passei a noite com tanta dor que pensei se tratar do dente de siso, o único que não tinha extraído.

Por volta das 5h da manhã,  já estava pronta para ir ao pronto-socorro. Já tive bebê e nunca senti uma dor como estava sentindo. Então fui com meu marido ao hospital. Sou muito forte para dor. Mas já estava chorando. Continuar lendo “Paralisia facial: um depoimento de quem luta por tratamento”