Opinião

Atualização de vacinas

Fique de olho nas vacinas de toda a sua família

É preciso acompanhar a atualização dos calendários não só de crianças, mas também de adolescentes e adultos

Nós, pais e mães, seguimos a caderneta de vacinação de nossos filhos na infância e participamos das campanhas de imunização promovidas pelo governo. Assim, acreditamos que nossos pequenos chegam à adolescência imunizados contra algumas doenças infectocontagiosas que eram muito comuns na primeira infância. E nos tranquilizamos a partir daí. Afinal, eles já estão seguros com a caderneta de vacinas da criança preenchida. É o que pensamos. No entanto, o crescimento de casos de caxumba nos últimos dois anos serve de alerta para que mudemos esse hábito. É preciso que nos atualizemos sobre as vacinas disponíveis também quando temos um adolescente em casa. E após nos tornarmos adultos – e idosos.

Essa atenção é necessária, afirma a presidente da SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai. E ajuda a evitar o surgimento de doenças que podem ser controladas. A vacina contra a caxumba (a tríplice viral, que também previne sarampo e rubéola) foi incluída no calendário da rede pública apenas em 2003. Muitos adolescentes e adultos hoje não chegaram a ser imunizados. Mas a vacina está disponível na rede pública. Antes do aumento do registro de casos de caxumba, muitos de nós não sabíamos disso.

Constante avaliação

O Ministério da Saúde explica que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) está em constante avaliação e não descarta a possibilidade de alterações ou novas inclusões no calendário da rede pública. Só para 2017, houve duas mudanças. A vacina contra o HPV (papilomavírus humano), que estava disponível para meninas de 9 a 14 anos, agora será oferecida também para meninos de 12 e 13 anos. E a vacina contra a meningite C conjugada – que era restrita a menores de 5 anos – está disponível para meninos e meninas de 12 e 13 anos. Novas faixas etárias serão beneficiadas ano a ano até 2020.

Daí a importância de se atualizar sempre. A SBIm e a SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria reavaliam anualmente seus calendários de vacinação, que podem servir de orientação para as famílias e profissionais da saúde. Mas nada é melhor do que conversar com o seu médico de confiança sobre a necessidade de doses de reforço – algumas vacinas vencem a cada dez anos – ou a disponibilidade de novos imunizantes nas redes pública e privada, inclusive, para adultos e idosos – que também precisam colocar a caderneta de vacinação em dia.

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